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A INTELIGÊNCIA DO CORAÇÃO

Written by Sara Childre      Jul 13, 2015

Nir Aharoni

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Em muita da nossa história, revelam-no documentos, tradições orais e diversas culturas, os povos sempre acreditaram bastante na existência de uma inteligência cardíaca.

 

Em criança, diziam-me muitas vezes “A resposta está no teu coração” e “Ouve o teu coração.” Sempre que o fazia, frequentemente encontrava uma perspetiva ou resposta clara ao problema que tinha em mãos. Na escola Dominical, os professores falavam “da voz quieta e suave do coração”, e isso tinha sentido para mim. Nunca diziam “voz quieta e suave da mente”, que era muitas vezes para mim uma voz de dúvida.

 

Em adulto, adotei a visão da inteligência que tinha aprendido na escola: que a capacidade para aprender, compreender, racionalizar, e aplicar o conhecimento era uma função do cérebro. Nunca me ocorreu que a intuição ou a clareza que tinha conseguido por ouvir o meu coração tivesse a ver com o meu coração enquanto músculo. Por isso, quando li uma pesquisa sobre “inteligência cardíaca”, fiquei fascinada.

 

Nos anos 60 e 70, os fisiólogos John e Beatrice Lacey conduziram um estudo que comprovou que o coração comunica de facto com o cérebro de formas que afetam grandemente o modo como percebemos e lidamos com o mundo à nossa volta. Hoje, decorrido mais de meio-século desse estudo, sabemos muito mais acerca do coração inteligente:

 

– O coração envia-nos sinais emocionais e intuitivos para nos ajudar a reger as nossas vidas.

– O coração dirige e alinha muitos sistemas no corpo para que eles funcionem em harmonia um como outro.

– O coração tem o sistema independente e complexo conhecido como “o cérebro no coração.”

– O sistema do coração, independente do cérebro e do sistema nervoso, reenvia informação para e a partir do cérebro – é sistema de comunicação com dois sentidos entre coração e cérebro.

– O coração toma muitas das suas próprias decisões.

– O coração começa a bater no feto antes mesmo de o cérebro se ter formado.

– Os seres humanos formam um cérebro emocional muito antes do racional, e um coração que bate antes de ambos.

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Investigadores de várias instituições demonstraram pela primeira vez nos anos 80 e 90 que o sucesso na vida depende mais da capacidade individual de gerir com eficácia as emoções mais do que da capacidade intelectual. Estas descobertas resultaram naturalmente na vontade das pessoas de saberem como conjugar emoções e inteligência.

 

Percorremos um longo caminho para aprender como o coração, a mente e as emoções operam. A ciência começou a aceitar que existe mesmo algo na ideia de “inteligência cardíaca” que era intuitivamente compreendido há milénios.


A pesquisa do Instituto HeartMath define inteligência cardíaca como: fluxo da consciência, da compreensão e da intuição prática que experienciamos quando a mente e as emoções são alinhadas de forma coerente com o coração. Ela pode ser ativada por iniciativa voluntária, e quando mais atenção prestarmos ao coração quando ele fala ou nos guia, mais capazes seremos de aceder a esta inteligência com maior frequência.

 

A inteligência do coração implica uma organização celular que orienta e transforma organismos num sentido crescente de ordem, consciência e coerência dos seus sistemas físicos.

 

Hoje há já dezenas de artigos científicos resultantes da pesquisa da HeathMath no âmbito da inteligência do coração e dezenas de universidades a estudar a sua aplicação na auto-disciplina emocional, na saúde, no desempenho escolar, no desenvolvimento intuitivo, e outros fins.

 

Uma coisa é compreender a parapsicologia da inteligência cardíaca, mas talvez o verdadeiro valor do termo reside na sua aplicação na sua própria vida. Quando ouve alguém, está a ouvi-la com todo o seu coração? Está a falar com o seu coração – a parte mais profunda e genuína de si mesmo Antes de tomar uma decisão importante, contempla as escolhas com o coração, sente o eco que cada cenário produz? Consulta o seu coração antes de agir irrefletidamente?

 

A inteligência cardíaca tornou-se em muito mais que uma metáfora, e estas simples perguntas podem ajudá-lo a começar a conectar-se com o seu coração no quotidiano. Sempre que consultar o seu coração, está a explorar um sistema incrível de orientação e filtragem que o irá ajudar a seguir o seu caminho singular. Descobri pela minha própria experiência que a inteligência cardíaca é incondicional e infinita. Quanto e com que frequência a decidimos usar fica ao critério de cada um de nós. No meu caso, quanto mais uso a inteligência do coração, ou o meu sistema de orientação interno, mais fácil é para mim viver de acordo com os meus valores essenciais, e mais realizada me sinto nas minhas relações e na minha vida.
Tente usar o seu coração para estabelecer atitudes mais saudáveis. Eis uma técnica simples da HeartMath que pode experimentar:

 

Técnica de Atitude Respiração

Esta técnica é uma ferramenta poderosa no pré-tratamento. Use esta técnica para preparar a sua atitude antes de se envolver em situações que lhe vão causar stress e despoletar uma reação indesejada. Também a pode usar se se sentir desligado, irascível ou sobrecarregado. Usar a Atitude Respiração pode ajudá-lo a conectar-se com o seu coração e encontrar uma atitude que possa promover um equilíbrio crescente.

 

Na Atitude Respiração, concentramo-nos no coração e no plexo solar para respirarmos uma atitude positiva. O coração irá automaticamente harmonizar a energia entre o coração e o plexo solar, fazendo aumentar a clareza da sensação de quietude.

 

Os passos da Atitude Respiração

1. Reconheça uma sensação ou uma atitude indesejada. Pode ser ansiedade, tristeza, autocrítica, culpa, raiva, sobrecarga – algo penoso.

2. Identifique e respire uma atitude alternativa. Escolha uma atitude positiva e inspire calmamente a sensação provocada por essa nova atitude com toda a zona que envolve o coração. Faça isso enquanto prende a nova sensação.

 

Dicas para Atitude Respiração

Pratique diferentes combinações de atitudes que queira desenvolver. Pode dizer a si mesmo: “Respira a autencidade”, “Respira a coragem”, “Respira o alívio”, “Respira a neutralidade”, ou qualquer atitude de que precise. Mesmo que não consiga perceber de imediato a mudança de atitude, fazer um esforço genuíno e sério irá ajudá-lo pelo menos a ficar num estado neutral. Nesse estado, terá maior objetividade, e poupará energia mental e emocional.

 

O interesse de Childre pela área do desenvolvimento humano levou-a a participar em bastantes projetos de investigação de longo prazo com a Heartmath, de Doc Childre, partilhando a sua perspetiva de otimização do desempenho humano e do bem-estar. Para saber mais sobre ela, clique aqui.

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