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COMO ALCANÇAR OS OBJETIVOS DELINEADOS

Written by Vera Lisa Barroso      Out 1, 2016

Saiba como conquistar aquilo a que se propõe.

Aqui está um tema que suscita facilmente interesse alheio: o desejo de acumular alvos e coleccionar troféus durante o nosso percurso de vida é partilhado talvez pela grande maioria de nós.

 

Alcançar metas previamente definidas remete-nos para a relação “objectividade vs. subjectividade”, em que ser concreto /objectivo é uma condição privilegiada para atingir propósitos. Com esta pequena introdução passo à receita mais ou menos internacional para alcançar objectivos delineados:

 

1)      Pense num objectivo de vida que gostasse de realizar;

2)      Escreva esse objectivo no meio de uma folha de papel;

3)      Esse objectivo está dependente de outros condicionalismos?

4)      Se sim: faça todas as setas necessárias para especificar cada uma dessas condições: se não: tem somente o trabalho mais facilitado para atingir o seu objectivo central;

5)      Analise o seu papel na concretização do mesmo: de 0 a 100% qual é a percentagem da sua responsabilidade nessa realização?

6)      Que recursos internos e externos necessita para alcançar o seu objectivo?

7)      Descreva os vários passos necessários para atingi-lo;

8)      Estabeleça um compromisso consigo próprio que passa essencialmente por acreditar em si e nas suas potencialidades;

9)      Siga em frente… sem medos!

 

Encontramos guiões deste género como bons organizadores da mente com potencial prático na conquista de fins pessoais. Contudo, nem todos encaixamos neste modelo concreto ou temos bem presente objectivos de vida, ficando bloqueados mais ou menos na subjectividade do tema. Recordando António Gedeão, “o sonho comanda a vida” surgem-me algumas questões: serão os nossos sonhos reais objectivos de vida? Serão “os sonhos” quimeras impossíveis de transformar em objectivos de vida? O que nos impede de alcançar objectivos de vida e realizar sonhos?

 

Muitos de nós tem o sonho de ser feliz. Neste sonho lindíssimo do Homem, o que fazemos realmente para o concretizar em objectivo de vida? Ser feliz torna-se facilmente um lema pronunciado de boca em boca, perpetuado em escritos, mas com fracos resultados práticos na sua grande generalidade. O que nos distancia de tão grande, quanto belo sonho? Talvez, a subjectividade com que interpretamos o tema. Ser feliz não é a placa imaculada algures no fim da nossa vida quando entretanto fizemos tudo aquilo que não nos faz feliz. Ser feliz não é uma utopia inventada por artistas, hedonistas, loucos ou insconscientes. Ser feliz é um caminho tão diferente quanto o caminho de cada um de nós, pelo que não existe uma receita única (esta é a parte da subjectividade), mas existem sim os mesmos ingredientes para todos nós e aqui podemos ser mais objectivos. Se escrevesse no meio de uma folha “ser feliz” quantas setas desenhava como condições necessárias à sua realização? Cinco, dez, vinte, trinta, centenas? Tudo depende da complexidade e subjectividade com que encaramos este objectivo. Vamos imaginar que somos mais descomplicados e voltamos a escrever o nosso objectivo no meio da folha: “ser feliz”! Nesta folha, a diferença é que todas as setas desenhadas dirão respeito a condições que nos fazem ser feliz no dia de hoje, ou seja, vamos aliviar a nossa folha de papel com situações que só vão acontecer amanhã, para a semana, daqui a um mês ou até mesmo no final do próximo ano… só mesmo porque amanhã podemos fazer outra folha com o mesmo objectivo e não teremos material para a preencher. Sendo assim, o que o permite ser feliz  no dia de hoje? Respirar? Ver as luzes de uma manhã? Ouvir uma rubrica de rádio que o faz sorrir? Cheirar o seu gel de duche? Degustar um alimento? Caminhar devagarinho? Suar no ginásio? São apenas alguns dos muitos exemplos. A ideia é focar-se primeiramente naquilo que tem hoje para ser feliz e não exactamente naquilo que ainda não tem – assim gere melhor as suas energias, não desperdiça ânimo em “buracos vazios” muito menos dispensa parte do seu tempo a lamentar-se.  

 

Fazendo este exercício com alguma regularidade compreenderá que afinal tem diariamente razões para se sentir feliz, mas vai reparando que existem situações/realidades da sua vida que raramente entram nesta sua lista e até rapidamente entrariam numa lista oposta – razões para não se sentir feliz. Experimente agora transformar estas últimas razões em objectivos de mudança (por ex. ter tempo para cuidar de mim) e avalie condicionantes, recursos internos e/ou externos, passos necessários… depois comprometa-se consigo, siga em frente e repare no seguinte: independentemente de conseguir o seu objectivo (e lembre-se que, se se trata de um objectivo para o próximo mês, estará inscrito na 30ª folha branca e na de hoje apenas o contributo possível para atingir esse objectivo) a partir do momento em que se encontra a avaliar condicionantes, recursos, passos necessários… está já a mobilizar-se no seu objectivo. Em cada momento da mobilização repare como está a aumentar a sua lista do “faz feliz” e a diminuir a sua lista do “não faz feliz” e quando está sujeito a novas experiências, o seu sistema nervoso muda a nível funcional e estrutural.      

 

O que o impede de realizar objectivos de vida? Por muito que queiramos contornar a questão, a concretização de objectivos de vida passa por nós e pela forma como interpretamos a realidade. Se tem objectivos arrumados no baú porque os considera idílicos ou impossíveis: defina-os numa folha branca e contribua diariamente para a sua concretização, tal como ensaiamos no exemplo “ser feliz”. Se tem objectivos que se sente incapaz de alcançar devido às inúmeras tentativas frustradas no passado, convido-o a explorar com muita atenção o que está na base dessa dificuldade? Factores externos? Factores que dependem de outras pessoas? Na realidade, ninguém nos pede para desistir dos nossos objectivos e sonhos, nós é que aceitamos essa possível sugestão. Desmotivação? Baixa auto-estima? Insegurança? Medo? Vergonha? Se encontrou uma resposta, encontrou também uma necessidade dentro de si que precisa de ajuda para o permitir atingir objectivos. Se não encontrou uma resposta, desafio-o uma vez mais: escreva o seu objectivo no meio de uma folha de papel e desenha as setas com os contributos diários que o pode levar a alcançar o seu objectivo.

 

Para chegar ao 1.º andar de um qualquer edifício terá de subir umas escadas e para subir essas mesmas escadas, terá de dar um passo de cada vez… Faça o mesmo com os seus objectivos!  

 

 

Nota sobre a autora:  Vera Lisa Barroso é Psicóloga Clínica na Oficina de Psicologia

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