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A MINHA SALA DE AULA

     Out 22, 2015

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Um novo olhar sobre a sala de aula e como pode guiar-nos à solução de vários problemas.

Os problemas atuais existentes nas salas de aula/ escolas e respectivas possíveis soluções/ intervenções/ estratégias preventivas é um assunto da maior importância. Continua na ordem do dia situações de bullying, situações de incomunicabilidade entre professores e alunos, problemáticas de desmotivação,  o corpo dos jovens hoje, questões ergonómicas, gestão da educação sexual, etc.

Apoiado na experiência da autora, este artigo leva-nos à reflexão sobre este tema.

 

Libânia Nazareth é licenciada em Línguas e Literaturas Modernas, Mestre em Ciências da Educação. Doutoranda na Universidade de Huelva, na linha de Investigação da Psicopedagogia, dedica-se ao estudo da Expressão Corporal na Formação Contínua de Professores do Ensino Secundário, ao nível multidisciplinar. É professora do ensino secundário desde 1982 e  formadora de docentes desde 1996. Tem visitado salas de aula em vários países, tanto na América Latina como na Europa e na Ásia, a fim de observar a comunicação verbal e não verbal de professores e alunos na relação pedagógica. Tem dinamizado cursos e oficinas de formação para professores em Portugal e noutros países (Brasil, Cuba, Israel, Egipto, India, Japão, etc.) relacionados com a temática do Corpo na Educação.

 

A dada altura lemos “Entro na sala de aula, olho-me ao espelho. Os alunos são vários reflexos de mim própria. Tenho que resistir à tentação de negar alguns ângulos de mim. Entro na sala, com outros corpos numa versatilidade e diversidade de movimentos. Cabe-me torná-los conscientes de si e de mim. Entro na sala de aula, tenho de resistir a fazer a chamada, ditar o sumário, escrever no quadro o que julgo ser a minha mensagem para hoje. Manter o professor acomodado ao verbo e o aluno acostado à inércia desse verbo, não é mais possível. Retiro-me de mim, desse eu que gosta de dominar pela exuberância da sua palavra, de se acomodar aos ritmos conhecidos, aos mesmos passos, aos olhares viciados pelas percepções e impressões já instaladas em mim e nos outros. Entro na sala de aula, aceito os desafios do momento, as propostas da vida naquele aqui e agora, vou mais fundo, ausculto, sinto, percepciono as posturas, os suspiros, leio as consciências, nos corpos em expressão. Silencio. Verifico se algum dos alunos ficou lá fora, embora o corpo esteja já na sala. Saúdo-os, cumprimento-os individualmente, permito que a sua presença se faça. Eis a chamada, não de números, mas de consciências. “

 

Para ler o artigo completo e em formato maior basta clicar em “Ler o artigo” em baixo, do lado direito.

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