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DO SUFOCO DA AUTOCRÍTICA PARA A AUTOCONFIANÇA MOTIVACIONAL

Written by Edijane Costa      Ago 5, 2015

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É importante saber gerir a autocrítica.

 

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Definida como a nossa capacidade de autoavaliação e análise pessoal, a autocrítica é uma importante ferramenta que nos orienta no ajustamento dos nossos comportamentos e atitudes nas relações interpessoais e laborais. Auxilia ainda na estruturação do nosso autoconceito, uma vez que promove uma maior conscienciosidade e responsabilização dos nossos atos.


Com efeito, a autocrítica é edificada através de um diálogo interno, o qual Anthony Robbins na sua obra “O poder sem Limites” considerou como sendo fundamental no estabelecimento de uma relação interna harmoniosa. É ainda uma poderosa aliada no nosso processo de autoconhecimento quando o diálogo interno promovido é positivo, congruente e equilibrado.

 

Contudo, devido às constantes exigências de sucesso e bons resultados na vida pessoal e profissional, a carga de stress pode tornar-se numa fonte geradora de problemas de insatisfação pessoal, quer pela perceção de baixa competência em algumas áreas da nossa vida (afinal ninguém consegue ser 100% em tudo, certo?), quer pelo elevado nível de exigências e cobranças pessoais. Aliado a este processo encontram-se a autoconsciência negativa e a autopreocupação excessiva, que conduzem a autocrítica a transformar-se rapidamente num processo de autossabotagem.


E como saber quando começamos a autossabotagem? Ora, este processo inicia-se quando o diálogo interno se torna demasiado crítico e atroz e se encontra minado de pensamentos negativos e corrosivos a nosso próprio respeito. De tal modo que começamos a fomentar sentimentos de insegurança, autoconfiança negativa e depreciação quanto às nossas capacidades e habilidades, impedindo-nos de cumprir satisfatoriamente com as nossas atividades.


Por conseguinte, uma das principais consequências do diálogo interno negativo é a diminuição da autoestima. Importa lembrar que este constructo psicológico foi definido por William James como sendo edificado a partir de uma autoavaliação subjetiva fundamentada na perceção e opinião valorativa que temos a nosso próprio respeito. A nossa autoimagem, autoconceito e autoconfiança serão influenciados diretamente pela nossa autoestima. Portanto, uma autoestima debilitada e com uma forte carga emocional negativa irá despoletar também um diálogo interno crítico e destrutivo, promovendo um ciclo de reflexão interna negativo. Advém daí a necessidade de regulação da autocrítica para promoção de um autoconceito ajustado e de uma autoaceitação positiva.

 

Mas como fazer para recuperar a autoestima e a autoconfiança? Tal como afirmamos anteriormente, a autocrítica é necessária ao nosso processo de autoconhecimento e ajuste das nossas atitudes e comportamentos. Porém, quando exacerbada é altamente prejudicial ao nosso bem-estar subjetivo, dado que fomenta um conflito interno e conduz a que nos tornemos o nosso pior carrasco. O ideal é encontrar um equilíbrio neste processo, de modo que a autoavaliação seja proveitosa, construtiva e impulsora da mudança que desejamos em nós.

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Existem inúmeras estratégias e recursos que nos podem auxiliar na promoção de um diálogo interno mais positivo, capacitador e saudável. Que tal tentar colocar em prática algumas das nossas sugestões?

 

– Identifique no seu diálogo interno as vozes autodepreciativas e procure reestruturá-las através de uma análise mais sensata em que confronte aquilo que pensa sobre si próprio com as suas reais atitudes e competências (é necessário ter em mente que aquilo que pensamos ao nosso respeito e exigimos de nós pode não coincidir com a realidade). 

– O autoconhecimento é um dos benefícios da autocrítica. Utilize-o ao seu favor ao reconhecer e assumir as suas falhas e fraquezas como um processo natural do amadurecimento de qualquer ser humano.

– Uma vez que identificou as suas falhas e fragilidades, incentive-se a melhorá-las. Procure maneiras de potencializar os seus recursos de modo a desenvolvê-los cada vez mais. Acredite, todos nós somos capazes!

– A automotivação necessita-se! Então aprenda a motivar-se. O autoconhecimento é aliado da automotivação, uma vez que esta advém dos nossos estímulos internos. Por isso, conhecer as nossas necessidades e aspirações é fundamental. Faça uma lista de metas que pretende alcançar e tente executá-las. Uma sugestão é experimentar alinhar as suas atitudes rotineiras com as suas ambições. Uma ação de sucesso, por menor que seja, impulsionará ainda mais a sua automotivação, mas caso ainda não obtenha o sucesso almejado, não desista. O segredo está em reavaliar construtivamente a situação e tentar novamente!

– E por fim, procure ser o seu aliado. Isto mesmo: torne-se no seu melhor amigo! Reconhecer e valorizar as nossas próprias potencialidades, qualidades e características é condição sine qua non para termos atitudes mais firmes, confiantes e seguras em qualquer âmbito da vida. A autoaceitação e valorização pessoal influenciarão a regulação da nossa autoestima e autoconfiança. 

 

Sobretudo, não se esqueça de procurar ajustar a sua autoavaliação a atitudes mais proactivas e congruentes, com bom senso, é claro!

 

Nota sobre a autora: Edijane Costa é psicóloga na Oficina de Psicologia.

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